A Arquitetura Romana
A arquitetura romana recebeu influências dos etruscos, que viviam desde o ano mil a.C. na região hoje chamada Toscana, ao norte da Itália.
Foram construtores de arcos e abóbadas, e o arco ogival é contribuição sua.
Roma também recebeu influência da arquitetura dórica do território que conhecemos como o sul da Itália, mas que na época constituía a Magna Grécia, pois era habitada por um dos povos gregos, os dóricos.
Em suas construções há um predomínio das platibandas sobre as colunas, como reconhecemos nos tempos da monarquia que findou em 509 a.C. e da república terminada no ano de 31, quando iniciou-se o Império Romano com Otávio Augusto.
A arquitetura romana segue as ordens gregas e difundiu a ordem coríntia, chegando a criar a ordem compósita, acrescentando robustas volutas jônicas ao capitel de folhas de acanto, de ordem coríntia. Construiu também cúpulas para imitar a abóbada celeste.
Mesmo tendo seguido a arquitetura de um outro povo, os romanos alcançaram impressionantes resultados pelo emprego de tijolos, pedras comuns e de mármores, assim como o emprego de argamassas hidráulicas e argamassas comuns.
Nas edificações romanas reconhecemos quatro estilos arquitetônicos:
1º - a platibanda, à maneira grega;
2º - a introdução de arcos entre as colunas embaixo do entablamento;
3º - arcos apoiados sobre colunas, fragmentando os entablamentos, e
4º - a utilização de cúpulas.
Os romanos construíram templos, termas, teatros, anfiteatros, circus, basílicas, arcos de triunfo, colunas comemorativas, estátuas e túmulos.
Na construção de templos seguiram a tradição grega e a desenvolveu, apoiando-se num pódio alcançado por uma escada ladeada de muros; a colunata que circundava a cela, foi substituída pelas semi-colunas (pseudo períptero); o lado frontal é ocupado por um pórtico, mas difundiram a planta circular, como o templo da deusa Vesta em Tívori, e o Panteon em Roma.
As termas eram ambientes de prestação de serviços a ambos os sexos, em separado; com banhos em atmosfera aquecida (à romana) e banhos frios em piscinas. As termas de Caracalla em Roma permitiam o banho simultâneo de mil e seiscentas pessoas. Os teatros romanos também seguiram a tradição helênica, mas buscaram outra solução através dos anfiteatros, cujo exemplo máximo é o Coliseu, com capacidade para sessenta mil expectadores.
Os circos representam uma versão dos estádios gregos, com pista alongada e tribunas laterais para o público, serviam a realização de corridas de carros tracionados por dois cavalos (bigas), ou por quatro (quadrilhas). Nero construiu um dos circos mais notáveis de Roma.
As basílicas eram espaços destinados ao comércio e a distribuição da justiça, que possuíam plantas retangulares normalmente divididas em três naves. As laterais de dois pavimentos e uma ábside (ala em forma de semi-círculo que se projeta para fora da planta retangular).
No reinado de Constantino, algumas basílicas foram destinadas ao culto cristão.
Os arcos de triunfo com um ou três vãos, de planta retangular, tiveram a sua origem no propósito de honrar os vencedores em batalhas ou imperadores. Eram construídos próximos das portas das muralhas que limitavam algumas cidades do império romano.
Em Roma, o Imperador Tito, teve seu arco de Triunfo em um vão; o Imperador Constantino de três vãos. Trajano teve um arco de triunfo em Benevento e uma coluna em Roma, que foi base para sua estátua (e mais tarde tornou-se seu sepulcro). Esta coluna ostenta um baixo relevo que cobre todo seu fuste em espiral. Entre pedestal e estátua, a coluna mede 33 metros.
Os túmulos romanos buscaram soluções estrangeiras: gregas ou egípcias. Adriano teve um túmulo extraordinário às margens do Tigre. Hoje é propriedade do Vaticano, e é conhecida pelo nome de castelo Santo Ângelo.
A casa romana comum, citadina (domus) e a casa de descanso rural (vila), tem planta de origem grega. Possui dois pátios sendo o primeiro chamado átrio e o segundo peristilo, que reúnem ao seu redor os aposentos. No centro, há uma cisterna (receptáculo para a conservação da água da chuva). Algumas tinham dois pisos e eram dotadas de jardim ao fundo (hortos). Encontramos destas casas em Pompéia. São conhecidas pelos nomes de Fauno, dos Vettii e do poeta trágico.
No trabalho castrense de construções, isto é, reservado as legiões, foram construídas fortificações, aquedutos, cloacas, pontes e estradas. Por essas estradas um dia chegaram a Roma os apóstolos Pedro e Paulo. Em Roma também , Pedro fixou sua Cátedra, de onde o catolicismo tem sido dirigido no decorrer dos séculos. Também por aquelas estradas, chegaram os bárbaros que puseram fim ao Império romano do ocidente (476 d. C.). O império romano do oriente sobreviveu e é conhecido por nós como bizantino, porque sua capital era Bizâncio, antigo nome de Constantinopla. No decorrer dos dez séculos que seguiram a queda de Roma, e com as novas influências recebidas da Ásia, reorganizou-se o quadro da arquitetura. Receberam o nome de latino-ocidental, bizantina, românica e gótica.
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a arquitetura na grécia no período clássico e encontrei aqui, e agora arquitetura romana que esta bem explicado e seguindo uma boa ordem…
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minha professora de história da arte é mt exigente, mais com a ajuda do site meus trabalhos ficaram bem melhores e claro, minhas notas mais altas (: