Arquitetura Bizantina

A arquitetura bizantina tem sua origem no séc. IV e concilia influências do oriente com elementos gregos e romanos.
Nessa arquitetura destacam-se a cúpula e a planta de eixo central ou de cruz grega (com braços de igual comprimento). A cúpula veio da Ásia Menor e os bizantinos aperfeiçoaram-na.
Em cada braço da cruz grega, ergueu-se um arco, e sobre os arcos colocaram um tambor, e sobre este, levantaram a cúpula. Em lugar do concreto ou da argamassa que os romanos usavam para cobertura, os arquitetos bizantinos utilizaram telhas leves.
Entre os exemplares de maior importância da arquitetura bizantina, temos Santa Sofia em Constantinopla, cujos arquitetos foram Antemio de Trales (c.474 – c. 534) e Isidoro de Mileto e a Igreja de São Marcos em Veneza, do ano de 1093.
Santa Sofia é a obra prima da arquitetura bizantina, construída por ordem de Justiniano na direção de Jerusalém. Representa o ramo grego do cristianismo, expandiu-se na Rússia e na Europa Oriental.
Santa Sofia é uma Igreja de planta centrada. Tem uma cúpula imensa no espaço central, com trinta e um metros de diâmetro e cinqüenta e quatro metros de altura. A cúpula descansa sobre pilares de mármore, parecendo levitar no espaço. Em volta do tambor (parte mais baixa da cúpula), abrem-se quarenta janelas que simbolizam os quarenta dias que Cristo esteve no deserto. O telhado é feito de telhas fabricadas com calcário poroso da ilha de Rodes. Cada telha trazia cânticos do Livro dos Salmos. As quatro colunas internas de mármore foram trazidas por ordem de Justiniano do templo de Diana em Éfeso; medem doze metros de altura. Também em Constantinopla os arquitetos de Santa Sofia construíram a Igreja dos Santos Apóstolos com a planta em forma de cruz grega com uma cúpula ao centro e quatro cúpulas menores cobrindo os braços da cruz. Serviu de modelo a muitas igrejas, incluindo a de São Marcos em Veneza.
Ainda no séc. VI, Justiniano realizou obras públicas e fortificações. Constantinopla contava com palácios imperiais, hipódromos, circos, teatros, aquedutos e arcos. O reservatório subterrâneo de Bir-Direk contendo mil colunas foi construído por Justiniano para abastecer de água a cidade de Constantinopla. Fora de Istambul ou Constantinopla, neste período destacam-se: Ravena, com as igrejas de Santo Apolinário, o Novo, na Cidade e Santo Apolinário in classe, no subúrbio e São Vital. As primeiras adotam a planta basilical e São Vital, planta central. Na história da arquitetura religiosa desta época dois progressos se assinalam: o Campanário e o Batistério. O Campanário deu origem às torres das igrejas medievais. O batistério foi de começo uma construção à parte, ligada a igreja principal da cidade e era apenas usado para o Batismo. Circular ou octogonal, era construído como os templos menores ou os túmulos romanos. Numerosos edifícios pagãos foram utilizados pelos cristãos, o que explica a fusão das arquiteturas. Poucos batistérios foram construídos depois do séc. XI, quando tornou-se hábito colocar a pia batismal no vestíbulo do templo.
Os capitéis clássicos suportavam arquitraves, já os bizantinos suportavam arcos, o que requer uma superfície maior de apoio. Daí surgiram as “impostas”, faixa intermediária entre os arcos e as colunas, com encargo de concentrar nos capitéis o peso dos arcos.
