Arquitetura Latino-Ocidental

Na arquitetura grega, apenas os sacerdotes podiam ter acesso ao templo. Por esse motivo, a igreja cristã primitiva (paleo-cristã) substituiu o modelo do templo grego, pois a edificação religiosa cristã deveria satisfazer a necessidade de abrigar todos os fiéis, tanto os humildes como os poderosos, para ouvirem a pregação e praticarem o culto. E a basílica, mercado coberto da época romana, tornou-se o modelo ideal para a prática da doutrina.
Em 313, o Imperador Constantino promulgou com o Edito de Milão, a “Pax Ecclesiae” – a paz da igreja, com a liberdade de culto aos cristãos e a permissão de construírem igrejas. Estas igrejas são templos de três a cinco naves, com a estrutura das casas romanas dedicadas ao comércio (basílicas).
A basílica é um edifício alongado. Conta com um pátio – atrium - que é seguido por um pórtico – nartex. Na parte principal do conjunto, coberto de madeira, há uma nave central elevada acima das naves laterais, de cada lado, uma ou duas outras naves. Estas naves são cruzadas por um setor transversal (transepto).
A nave principal, concluída em hemiciclo(ábside), contém um trono, a cátedra. As naves são separadas por meio de colunas que suportam platibandas. A fachada, com três a cinco portas, costuma rematar em um frontão (oculum).

A pia batismal é instalada num prédio independente, o batistério.
São magníficos exemplos de basílicas paleocristãs:

Basílica São Paulo (séc. IV), reconstruída depois de 1823.

Basílica de São Lourenço Fora dos Muros (séc. IV ao Séc. VI)

Basílica de São João de Latrão (séc. IV)

Basílica Santa Maria Maior (séc. IV / V).

Basílica de Santa Inês (séc. IV a séc. VII)

e a Basílica dos Santos Cosme e Damião (séc. VI).

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