Arquivo da categoria 'Mosaico'

Mosaicos de Ventura…

Conhecemos o grande artista plástico brasileiro, Luiz Ventura, principalmente por suas pinturas.

Apresentamos agora LUIZ VENTURA, o Mosaísta.

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Luiz Ventura. Moça de cabelos vermelhos, 2009. Mosaico em azulejo.ventura-mos-1Luiz Ventura.
Graça Maria da Sebastiana, 2008. Porcelana e vidro.

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Luiz Ventura. Romântica, 2008. Porcelana e vidro.

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Luiz Ventura. Cadeado, 2008. Estudo em porcelana e vidro.

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Luiz Ventura. Cabeça bizantina, 2008. Estudo em mosaico.

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Luiz Ventura. Galo Guerreiro, 2009. Mosaico em azulejo., 2009.

Ventura é pintor, desenhista,  gravador, mosaísta. Nasceu em 1930, em São Paulo.

Foi auxiliar de Clóvis Graciano, Di Cavalcanti e Portinari na execução de painéis e murais.
Trabalha, atualmente, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, Brasil.

As Pequenas Tragédias de Marcelo de Melo

Pequenas doses dos trabalhos de Marcelo de Melo já puderam ser apreciadas em varias partes do mundo anteriormente: nas edições do Premio Picassiette de 2002, 2004 e 2006; na SAMA International de 2002, 2003 e 2004; e até no Japão. Seu trabalho é singular no mundo musivo, sempre intrigando os expectadores e instigando um questionamento maior sobre a posição do mosaico na arte contemporânea internacional. Brasileiro, radicado na Europa desde 1996, Marcelo desenvolve um diálogo próprio com técnicas musivas numa tentativa de estimular o espectador a idéias que vão além dos parâmetros físicos da obra.

Marcelo de Melo

Sua pesquisa concentra-se no campo da tridimensionalidade e aborda tanto temas sobre a materialidade do mosaico em si quanto a assuntos polêmicos e atuais, que será o foco deste texto. Sua visita recente ao Brasil com workshops e palestras em várias cidades faz com que revisitemos ideias chave em sua produção.
Em seu trabalho intitulado 2001, inspirado no clássico cinematográfico de mesmo nome, Marcelo lida com a ideia do poder da humanidade, tecnologia e efemeridade. O uso de porcelana inglesa conhecida com ‘bone china’ – cuja composição traz pequenas quantidades de ossos animais moídos – para a criação de um fêmur fragmentado revela um jogo engenhoso que justapõe a materialidade do trabalho a lingüística. Uma tendência que pode ser observada em muitas de suas obras.

Marcelo de Melo: 2001, no ano de 2001. Porcelana ‘bone china’, plástico, gesso, argamassa e rejunte, 31 x 9 x 6 cm.

Além de apresentar a questão da materialidade explorada na obra 2001, Rosa Hereditária [2003], também feita de ‘bone china’, lida diretamente com conseqüências de guerras e sobrevivência. Aqui, mais especificamente, com os efeitos da bomba atômica lançada em Hiroshima no final da segunda guerra. Selecionada para a 142ª Exposição Anual do Instituto Real de Belas Artes de Glasgow, Escócia, em 2003, esta obra ganhou notoriedade e acabou por ser exibida em Tóquio, Japão, na Galeria MotoAzabu em 2004 e fotografada no Parque da Paz em Hiroshima no mesmo ano. Rosa Hereditária foi inspirada pela música Rosa de Hiroshima imortalizada na voz de Ney Matogrosso.

Marcelo de Melo, Rosa Hereditária, 2003. Porcelana ‘bone china’, pastilhas de vidro, máscara cirúrgica, parafusos, isopor, papel, uma rosa natural vermelha, argamassa e rejunte, 45 x 23 x 24 cm.

Influenciado por uma visita ao Vietnã no final de 2002 e protestos contra a invasão do Iraque em 2003, Marcelo produziu uma série de pequenos trabalhos intitulada Presentes Americanos [American Gifts], na qual manipula a técnica ‘picassiete’ com grande efeito. São obras que contrastam o naїf e o conceitual, o ingênuo e o destrutivo, e que lidam com o imediatismo das ideias, conceitos e preconceitos. Um desses trabalhos [Granadas, 2005] foi exposto ironicamente no Forte de Copacabana no Rio de Janeiro em 2009 durante o evento Rio Mosaico.

Marcelo de Melo, Presentes Americanos: Missil, 2003. Cerâmica, porcelana, gesso, arame, argamassa e rejunte, 62 x 15 x 15 cm.

Marcelo de Melo. Presentes Americanos: Bombas e Granada, 2003.Cerâmica, porcelana, gesso, arame, argamassa e rejunte, 23 x 10 x 11 cm, 21 x 10 x 10 cm e 11 x 7 x 7 cm.

War series e bomba. Detalhes do trabalho Presentes Americanos: Bombas e Granada.

Marcelo de Melo. Mais Presentes Americanos: Granadas, 2005. Cerâmica, porcelana, gesso, arame, metal, argamassa e rejunte, c. de  14 x 10 x 9 cm cada.

Como conseqüência dessa pequena série musiva, Marcelo produz um trabalho que mais uma vez evidencia seu interesse na materialidade e nos jogos de palavras. A obra Evidência Concreta, feita de concreto a partir de um molde do míssil de 2003, questiona de uma forma marota o argumento americano para a invasão do Iraque.

Nessa obra ele resgata a historicidade do mosaico com uma referencia dupla: o Iraque como campo de guerra e Iraque [Mesopotamia] como berço da arte musiva e, consequentemente, local de sua destruição. Alem disso, ao produzir uma obra sem tesselas, ele evidencia o processo artistico, o que poderíamos chamar de um início à desmaterialização do mosaico.


Marcelo de Melo. Evidência Concreta, 2004. Concreto, 65 x 15 x 15 cm cada.

Enquanto resgate de uma historicidade musiva, encontramos na obra Corpo Musivo [Exposição Picassiette Prix 2004] uma conexão máxima com a iconografia religiosa: o mosaico revisitado ao mesmo tempo como arte sacra e como arte contemporânea. Este bolo disforme que é a obra vai além de questões simples e choca ao profanar a própria técnica e os materiais tão preciosos do mosaico. O smalti é usado como referencia a carne de Cristo e outras figuras religiosas amplamente retratadas em mosaico. Marcelo anuncia com esse trabalho que se Cristo voltasse agora, nasceria amorfo e semimorto.

Marcelo de Melo. Corpo Musivo, 2004. Smalti, cerâmica, vidro, tecido, gesso, látex, tinta acrílica e pentelhos, 50 x 16 x 17 cm.

Outra de suas pequenas tragédias, é a obra Sonhos Despedaçados de 2004. Também exposta em Chartres durante o Picassiette Prix de 2006, foi destaque na 143ª Exposição Anual do Instituto Real de Belas Artes de Glasgow, Escócia. O tema desta vez reflete sobre a vida turbulenta de um ícone, a princesa Diana. Se valendo de uma linguagem pop e retomando a ideia de ícones musivos, ele faz uma ligação irreverente entre questões sobre tradição, popularidade e modismos que são pertinentes tanto ao culto de celebridades quanto ao valor que atualmente é atribuído a certas técnicas artísticas. Notamos aqui uma conexão intrínseca entre o uso de materiais, a técnica e o tema abordado; sempre presente ao longo de sua produção.

Marcelo de Melo, Sonhos Despedaçados, 2004. Cerâmica e espuma expansiva, 15 x 16 x 32 cm.

Abaixo detalhes da obra Sonhos Despedaçados, com os dizeres: na placa: “de acordo com as normas de segurança” e no topo: “não se meta onde não é chamado”.


Em sua pesquisa musiva e iconográfica, Marcelo une mais uma vez tradição e a contemporaneidade na obra Relíquia. Apresentada na Rio Mosaico 2007, num momento em o Brasil passava por um debate turbulento sobre a segurança dos aeroportos e o espaço aéreo nacional, essa obra evidencia mais uma vez a posição do mosaico como técnica expressiva e sua inserção num debate contemporâneo amplo. Justapondo o crucifixo ao avião comercial, Marcelo pondera sobre conflitos religiosos, terrorismo, falhas tecnológicas e acima de tudo, a vulnerabilidade humana. Mistura ainda materiais duráveis como a cerâmica com materiais frágeis como os códigos de barra das etiquetas de segurança de aeroportos. Conceito e materialidade mais uma vez inseparáveis.


Marcelo de Melo, Relíquia, 2007. Azulejos, etiquetas de segurança de aeroportos, borracha látex, tinta de vitral, pregos e compensado, 30 x 21 cm.

Em busca de uma referência musiva não européia, Marcelo revisita na obra Respiro [2008] a tradição Asteca. Ponderando mais uma vez sobre a vulnerabilidade, ele produz uma peça que brinca com a ideia do último sobrevivente de uma grande catástrofe. Num futuro não muito distante, seus restos mortais são exumados com uma máscara funerária, um artefato que o teria mantido vivo por alguns dias ou horas a mais. Um ritual de sobrevivência que rapidamente se transformou em tragédia e lembrança de uma grandeza insignificante.

Marcelo de Melo, Respiro, 2008. Pastilhas de vidro, máscara de gás, gesso e tinta de vitral, 25 x 24 x 16 cm.

Com uma produção contínua de mais de 14 anos, Marcelo de Melo vem se destacando no cenário internacional dentro e fora do circuito musivo. Além de artista, é autor e reflete muito sobre a produção musiva atual sempre travando um diálogo amplo no cenário artístico contemporâneo. Com seu esforço, o mosaico tem sido apresentado lado a lado a outras técnicas mais respeitadas. É formado em Historia pela Universidade Federal do Paraná, Brasil e, recentemente, concluiu com distinção um mestrado em Artes Plásticas pela University for the Creative Arts em Canterbury, Inglaterra. Marcelo vive e trabalha em Amsterdã, na Holanda.

Mosaico Mural de Véra Oliveira – II

Com o tema História da Medicina Veterinária no Brasil, o Mosaico Infirmi Sanos Docent é uma síntese dos elementos que formaram o panorama que atualmente apresenta a Medicina Veterinária em nosso país.

Estela De Hamurabi. Foto de Cláudia Lopes, 2011.

Influências da Antiguidade
Da história da humanidade, o mural destaca as influências do código de HAMURABI (1700 AC), originário da Babilônia, capital da antiga Mesopotâmia, onde são registradas referências à remuneração e às responsabilidades atribuídas aos “Médicos dos Animais” e, do Antigo Testamento, o texto bíblico de Gênesis 6,20 sobre a preservação dos animais.

Já na história do Brasil identificamos os elementos religiosos que inserimos no mapa. São as figuras dos padroeiros dos veterinários, Santo Egídio e São Brás; a fachada do 1º hospital veterinário no Brasil, localizado em Olinda, PE; seu fundador, o abade D. Pedro Roeser e o Tenente-Coronel João Muniz Barreto de Aragão, patrono do Serviço Veterinário do Exército.

O 1º hospital e seu fundador
Em 1911, em Olinda, Pernambuco, a Congregação Beneditina Brasileira do Mosteiro de São Bento, através do Abade D. Pedro Roeser, sugere a criação de uma instituição destinada ao ensino das ciências agrárias, ou seja, Agronomia e Veterinária.

Dom Pedro Roeser
Dom Pedro Roeser, OSB (1870 – 1955), com sua iniciativa, buscava soerguer a agricultura e a veterinária no Nordeste brasileiro. E, em 1912, funda a Escola Agrícola e Veterinária do Mosteiro de São Bento de Olinda, nos moldes das escolas alemãs, e, para tanto, trouxe especialistas europeus para formar o corpo docente da escola.
D. Pedro Roeser foi Abade de Olinda de 1907 a 1933.

Tenente-Coronel João Muniz Barreto de Aragão, Patrono do Serviço Veterinário do Exército

Muniz de Aragão, baiano de Santo Amaro, criou a Escola de Veterinária do Exército. Realizou o estudo do mormo no homem e a sobrevivência do rebanho equino brasileiro. A ele também deve-se a criação do Serviço de Defesa Sanitária Animal no Brasil e a fundação da Sociedade Médico-Cirúrgica Militar (em 17 de agosto de 1915).
Muniz de Aragão não era veterinário, mas sim um médico iluminado que criou, no exército do início do século, um quadro de especialistas em patologia animal. Uma idéia inédita de um homem de visão que, partindo praticamente do nada, dedicou-se a cuidar da saúde da cavalhada militar e da melhora das condições sanitárias dos quartéis, na inspeção de alimentos e forragens, na eliminação de agentes infecciosos e na pesquisa e produção de soros e vacinas.
Encarregado pelo Presidente da República, marechal Hermes da Fonseca, Muniz de Aragão organizou, para o Ministério da Agricultura, o Serviço de Defesa Sanitária Animal e de Produtos de Origem Animal, o que produziu reflexos positivos na saúde pública e no desempenho da economia brasileira.
Sob o ponto de vista da economia nacional, esse trabalho de Muniz de Aragão teve logo repercussão prática: o Brasil, podendo garantir a qualidade dos seus produtos de origem animal, passou, em pouco tempo, a ser um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina congelada e derivados, tanto para a Europa, grandemente necessitada por causa da I Guerra Mundial, como para os Estados Unidos.

Santo Egídio (Saint-Gilles)

Santo Egídio viveu na França, no séc. VII. Foi Abade do Monastério Beneditino de Rio Rhône, onde hoje está o Monastério de Saint-Gilles.
Seu emblema é uma corsa, e a tradição assim nos conta:
Vivendo como eremita, Santo Egídio tinha como companhia uma corsa que se refugiava das caçadas organizadas pela realeza.
Certo dia um dos caçadores do rei dos visigodos da Espanha, atirou uma flecha certeira na corsa. Mas, em vez do animal morto, diz a tradição que encontraram Santo Egídio ferido. Ele teria desviado a flecha em sua direção de modo  a trespassar a sua mão e não a corça.
Impressionado com o milagre, o rei Wamba ordenou construir um pequeno monastério para Egídio.
Foi um dos santos mais populares da Idade Média, vários milagres são creditados a sua intercessão. Santo Egídio é padroeiro dos Veterinários juntamente com São Brás.
Sua festa é celebrada no dia 1 de setembro.

SÂO BRÁS (Saint-Blaise)
Nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico. Mas depois de certo tempo tentando conciliar sua profissão e a busca por Deus, Brás discerniu que precisava se retirar e recolheu-se no Monte Argeu, em penitência e oração.
Mas,ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, buscou-o para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo.
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. O prefeito de Sebaste, pretendendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados em perseguição para o Monte Argeu, lugar onde esse grande santo fez sua casa episcopal.
Um anjo recomendou a São Brás que se escondesse nas colinas. Ele assim o fez. Mas um fato estranho fez com que seus perseguidores o encontrassem: avistaram uma caverna cercada de animais selvagens. Aproximaram-se e viram dentro da caverna outros tantos animais, mas doentes e São Brás caminhando entre eles sem ser atacado.
São Brás foi preso, torturado e condenado a definhar de fome. Em 316, foi decapitado.
Ele é padroeiro dos animais selvagens e padroeiro dos Veterinários juntamente com Santo Egídio.
O dia de sua festa é 3 de fevereiro na Igreja Católica Apostólica Romana e 11 de fevereiro na Igreja Ortodoxa.

Símbolo da Medicina Veterinária

E finalizando, temos o símbolo do CFMV, de múltiplos significados, lembrando os segredos da vida terrena, a ressurreição, o auxílio e o suporte da assistência dada pelo médico ao paciente.
Enfatiza também as qualidades do profissional veterinário : a prudência, a vigilância, a sabedoria e sua missão na manutenção da vitalidade, do poder de regenerescência e preservação da saúde.
Fontes:
- Informações extraídas de artigos do Médico Veterinário e  Historiador Percy Infante Hatschbach.
- http://www.cfmv.org.br/portal/historia.php.
- http://www.exercito.gov.br/web/guest/aragao-servico-de-veterinaria
– http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br
Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930)
-La Bible et les Saints, Encyclopédie Tout l’Art, Flammarion,   Gaston Duchet-Suchaux, Michel Pastoureau, 1994

Pesquisa e texto: Véra Oliveira
Fotos: Cláudia Lopes

Odilon, Véra, Fabiano, Marly e Nilda.

Gisa, Marly, Nilda e Véra.

Mosaico Mural INFIRMI SANOS DOCENT

Criação, desenho e direção: Véra Oliveira
Integraram a equipe junto a Véra Oliveira: Gisa Zanon, Marly Vieira, Nilda Lopes, Odilon Oliveira e Fabiano Lopes
Brasília, 14 de maio de 2011

Ateliê Véra Oliveira
Brasília – DF
(61) 3273-1326 e 9985-0214 e 8141-8570
diveraoliveira@gmail.com

Localização do Mosaico Mural:
CFMV
SIA Trecho 6 – Lotes 130/140 – Brasília/DF
Horário para visitas: 08h às 12h – 13h às 17h de segunda a sexta-feira.

Mosaico Mural de Véra Oliveira

INFIRMI SANOS DOCENT. Mural em mosaico para o CFMV,
no Ano Internacional da Medicina Veterinária.

Sobre o mural:
O mural de aproximadamente 12 m² apresenta o tema História da Medicina Veterinária no Brasil.
O mosaico foi confeccionado em pastilhas de vidro e porcelana sobre tecido de fibra de vidro, e afixado em placas cimentícias.
O título da obra mural : INFIRMI SANOS DOCENT, refere-se à inscrição vista na fachada do 1º hospital veterinário no Brasil, em uma das raras fotografias de um dos prédios que compunham a Escola Superior de Medicina Veterinária São Bento de Olinda.
Tradução da inscrição Infirmi sanos docent:  os enfermos ensinam os sãos.


Trata-se de um mosaico pictorial em que cada pedra equivale a uma pincelada de tinta. É uma obra de porte, carregada de conteúdo, tanto explícito como iconográfico.
Vai muito além de uma função decorativa. Tem um caráter didático ao incitar questionamentos e reflexões. A obra pede um segundo olhar, pede que nossos olhos passeiem pelo mosaico, pois há sempre novas descobertas a serem feitas.
A coleta e seleção de materiais foi uma fase que recebeu cuidadosa atenção ao reunir mais de cem variedades de tesselas, compondo a bela paleta de cores e texturas que caracteriza a técnica aplicada: mosaico pictorial.
O mural é uma aula de história, e também de teoria da cor.
Na execução foram usadas técnicas do mosaico romano, como opus tesselatum, opus circumactum e opus vermiculatum e também de mosaico bizantino, provocando luzes, sombras e reflexos inesperados.
O mosaico de 11,6m² foi executado em 120 dias pelo Ateliê de Véra Oliveira no Espaço Cultural Lendo & Pintando. (Texto de Véra Oliveira)

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2011 – Ano Mundial da Veterinária.
No ano em que se comemoram  os 250 anos da Medicina Veterinária, a Presidência do Conselho Federal de Medicina Veterinária, na pessoa do Dr. Benedito Arruda marca esta efeméride entregando à classe médico-veterinária e a população uma obra que honra nossa capital. E, para tanto, confiou o projeto à artista plástica Véra Oliveira.

Ateliê Véra Oliveira

Brasília – DF
(61) 3273-1326 e 9985-0214 e 8141-8570.
diveraoliveira@gmail.com

Bill Buckingham

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Bill Buckingham. Luke, 2007.

A comunidade mundial do mosaico lamenta a partida de um dos mais atuantes mosaicistas de nossa época. (more…)

Selene e o pastor

Na mitologia grega, Selene (em grego antigo Σελήνη ) era a deusa da Lua, filha dos titãs Hiperion e Tía.

A deusa da Lua, Selene, coroada com uma lua crescente aproxima-se do pastor adormecido Endymion. Mosaico. Período: Império romano. Bardo Museum, Tunis, Tunisia. (more…)

Mosaicos de Zeugma

O historiador Plínio relata que Alexandre, o Grande, foi o primeiro a construir uma ponte unindo as margens do rio Eufrates na região de Belkis, próxima a Gaziantep, no Sul da Turquia. Eram duas cidades, Seleucia e Apamea, em margens opostas do rio. A travessia no ponto mais favorável era chamada Zeugma, que tornou-se o nome da região a partir do séc.I.

A garota cigana. Mosaico, Gaziantep.

Este mosaico tornou-se o símbolo de Zeugma. Dizem que pelo mistério que a jovem traz no olhar. Mas pesquisas apontam que essa seria a fisionomia da deusa da Terra, Gaia. (more…)

O Mosaico na Arte Pré-Colombiana 2

A civilização asteca, assim como a maia, produziu mosaicos com incrustação de pedras preciosas.

Máscara asteca em mosaico de jadeíta e cinnabar, sobre pedra verde. (more…)

O Mosaico na Arte Pré-Colombiana 1

Encontramos a arte do mosaico na América pré-colombiana, principalmente nas civilizações asteca e maia. Estátuas de culto, máscaras, capacetes e ornamentos eram recobertos por peças pequenas e irregulares criando uma rica superfície.

Espelho maia com incrustações de turqueza, adornado com serpentes, símbolo dos reis maias de Chichen Itza, na Península de Yucatan. (more…)

Mosaico Romano

No império romano, a técnica do mosaico é largamente aplicada como revestimento e decoração coincidindo com a vasta expansão urbanística e a construção de grandes edificações. O mosaico já não é tão intenso como tapete, mas faz parte integrante da arquitetura, alcançando um nível técnico impressionante.

The House of the Tragic Poet, Pompéia. Este mosaico retrata atores que encenam um drama grego. (more…)