Arte carolíngia em Aix-la-Chapelle (Aachen)

A gama da arte cristã primitiva era tão ampla quanto as atitudes intelectuais da época.

Catedral de Aachen, interior.

Num extremo, havia estilos tão saturados de espiritualismo que eram um repúdio total da tradição clássica; noutro, uma síntese entre o naturalismo clássico e abstrações formais que reflete razoavelmente a perspectiva de cristãos educados, como Clemente de Alexandria, teólogo que viveu de 150 a c.215.

A fusão da arte romana da Antiguidade Clássica, da arte paleo-cristã e da arte bizantina aos elementos da herança germânica resultou no renascimento carolíngio.

A arte carolíngia inicia-se com Carlos Magno (780 d.C.) e prolonga-se por mais de um século.
Carlos Magno, a figura política mais poderosa da Alta Idade Média, foi responsável pelo florescimento do Cristianismo e pelo ressurgimento da arte antiga. Foi um grande patrono das artes.
Um edifício carolíngio realmente excepcional foi a capela do palácio em Aachen, cuja construção foi inspirada na igreja de San Vitale em Ravenna.
Carlos Magno ao longo das suas várias viagens a Roma e outras cidades conheceu edificações de arquitetura da Antiguidade Clássica e bizantinas.


Com o intuito de consolidar a unificação do Ocidente sob o domínio germânico, Carlos Magno incorporou a sua política o patrimônio espiritual e artístico da Antiguidade, das culturas paleo-cristãs e germânicas.
Sua residência em Aachen, ou como é conhecida no Brasil, Aix-la-Chapelle, foi o primeiro passo.

A Capela palatina de Aachen teve imensa influência na arte, tanto quanto teria, séculos depois, a da Sainte Chapelle.

As artes decorativas e figurativas do período carolíngio evidenciam a confrontação direta entre a arte cristã primitiva e a bárbara.
Nota-se a contribuição bárbara, a partir das tradições anglo-saxônicas e lombarda, no campo da ornamentação, enquanto que o impacto das formas paleo-cristãs foi mais forte no desenho das figuras.

Os manuscritos com iluminuras são o que conhecemos da pintura carolíngia,

O homem rico e o pobre Lázaro, Evangeliário do imperador Otão III, tesouro da Catedral de Aachen.

embora saiba-se que a cúpula de Aachen estivesse recoberta de mosaicos, que foram destruídos. A julgar pelos mosaicos existentes em Gérmigny-de-Près, do mesmo período, é provável que tenham sido executados por artesãos bizantinos.

Os mosaicos que hoje recobrem a cúpula foram colocados na reconstrução pós-guerra.

A catedral incluiu-se nas primeiras doze edificações humanas a receber da UNESCO, em 1978, a classificação de Patrimônio da Humanidade.

1 comentario para “Arte carolíngia em Aix-la-Chapelle (Aachen)”

  1. Maria Violante on March 29th, 2010 at 11:23 am

    Foi muito útil o conjunto das imagens.Já conhecia a capela, mas tenho muito gosto em possuir as vossas imagens, para mim apenas, se for permitido. Obrigada.

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