Arte Moderna e o Impressionismo

Em fins do século XIX, irrompe um movimento importantíssimo na história da arte: o Impressionismo, pois é a partir dele que surgirão as tendências contemporâneas. A escola impressionista se inicia com o grupo de que participavam Renoir, Degas, Cézanne, Pizarro, Sisley, Morisot e Claude Monet.

Impression, soleíl levant, 1872. Claude Monet

O grande legado que esses pintores nos deixaram vai muito além de captar as impressões óticas da luz e sua incidência sobre a paisagem.
Perfeitos conhecedores da técnica de pintar, utilizaram o estudo sobre a ótica para ingressar nos domínios imensos da Psicologia e do Surrealismo.
Os pintores, liderados por Monet defendiam:
- o objeto não tem cor específica; sobre sua superfície há uma vibração mais ou menos rápida da luz, que dá a sensação de cor.
- forma e cor são ilusões coexistentes : dois processos sumários de que se vale o nosso espírito para apreciar o mistério da vida.
- a cor pura seria reduzida ao espectro solar; a forma pura a uma abstração geométrica.
Contemplando uma forma, nossa imaginação envolve-a num traço inexistente.
-o véu diáfano da atmosfera torna-se essencial para a pintura, pois está carregado de luz.
-A sombra não é uma superfície escura e pardacenta com ausência de luz, mas uma área com colorido específico, com outros valores.
-As cores na sombra alteram-se por refração. Cada objeto que receba luz, distribui luz e colorido aos outros objetos próximos. Um objeto sobre um tapete vermelho, trocará com este seu colorido, e a sombra de cada um terá um pouco do colorido do outro.
-A arte é síntese. É preciso evitar a mistura exagerada de cores.

A riqueza do colorido e suas gradações são obtidos através de toques justapostos de cores fundamentais, deixando que a mistura se processe ilusoriamente à distância, tal como acontece na natureza.

O Impressionismo é a valorização total da cor – elemento tipicamente emotivo – e o abandono do contorno, da forma e do volume. Essa concepção foi levada ao extremo pelos pós-impressionistas, divisionistas ou pontilhistas como Seurat e Signac.

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