Pintura Sacra e Religiosa

A pintura sacra é simbólica por excelência, mesmo utilizando elementos formais encontrados em outras manifestações artísticas.
Já a pintura religiosa utiliza em menor escala o símbolo ou signo, ou não o usa.

Deus Pai, Virgem e São João Baptista. Detalhe do Retábulo do Cordeiro
Van Eick, Óleo sobre madeira,1420 a 1432. Igreja de São Bavão, Gand, Bélgica.

A pintura ocidental até o século XV, foi essencialmente sacra, correspondendo ao período em que a Igreja manteve a hegemonia do pensamento teocêntrico. Lembremos os retábulos de Van Eyck e de Van der Weyden.

Descida da Cruz.

Óleo sobre madeira,Rogier van der Weyden, 1435.
Museu do Prado , Madrid.

Com o surgimento do humanismo e seu ponto máximo, o Renascimento, surge, em lugar da pintura sacra, a pintura religiosa e a pintura profana.
A partir do século XVI, utilizando temas bíblicos, mas orientados por um espírito diferente de seus antecessores, os pintores fazem uma arte religiosa mesmo quando fortemente eivada de sentimento místico.
Observemos tal tendência em artistas como El Greco, Zurbaran, Georges de la Tour e Paolo Cagliari (il Veronese).

Anunciação.El Greco, 1570 (c.).
Óleo sobre madeira, 24 x 18 cm.

Madonna com São Pedro e uma Santa Mártir.
Veronese, 1560. Óleo sobre madeira.

Na Alemanha, com o Romantismo, houve uma tentativa de reviver a pintura religiosa, assim como no século XX, ocorreu com a obra de artistas como Marcel Gromaire, Georges Roualt e Henri Matisse, que decorou a Capela de Vence(1941).


No Brasil, este ressurgimento também ocorreu, com a produção de Cândido Portinari.

São Francisco de Assis
Cândido Portinari, 1944, para arquitetura do gabinete de Oscar Niemeyer.
Igreja de São Francisco de Assis, Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

1 comentario para “Pintura Sacra e Religiosa”

  1. GISLENE ZADRA on April 14th, 2011 at 8:43 am
    Gostaria de conhecer local para venda, em Belo Horizonte, de gravuras com figuras católicas (arte sacra). Em especial, a face de Cristo. Gentileza retornar com a informação. Grata, Gislene Zadra.

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