O giz pastel ou pastel seco

O giz pastel teve sua origem na Itália no século XVI, como desenvolvimento natural do giz para desenho.

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Barocci. A adoração dos magos, 1561-63. Pastel sobre papel azul (29,3 x 20,9 cm). Rijksmuseum, Amsterdã.

Federico Barocci (1526-1612) foi o primeiro grande expoente a empregar o pastel, em uma época em que existia apenas nas cores branco, preto e encarnado.

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Barocci. Cristo dando as chaves a São Pedro. Pastel sobre papel azul.

O giz pastel ou pastel seco é obtido agregando pigmento em pó a um aglutinante (água em que se ferveu cevada, por exemplo).
A pasta obtida é modelada em forma de cilindros.

Aplicado ao suporte, com o auxílio dos dedos ou de um esfuminho, o pigmento aloja-se nas fibras do papel usado como suporte.
Usa-se um fixativo para que o pó não se solte e emoldura-se usando a proteção de um vidro.

A partir do séc. XVIII, a técnica do pastel alcançou grande popularidade sobretudo na França e, com Maurice-Quentin La Tour (1704-1788), atingiu em muitos retratos o auge do virtuosismo técnico.

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Maurice-Quentin La Tour . Auto-retrato. Pastel (64 × 53 cm). Museu de Picardie, Amiens.

No século XIX, o pastel foi utilizado na forma de técnica mista, com o uso simultâneo do óleo, guache e têmpera. O pastel atende às necessidades dos impressionistas, que registravam a diversidade cromática da natureza e os efeitos da luz.
Foi usado em grande escala pelos impressionistas Cassatt, Degas, Redon, Renoir, Toulouse Lautrec e Whistler.

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Mary Cassatt. O chapéu preto, c. 1890. Pastel (61 x 45.5 cm)

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Edgar Degas. Bailarinas na barra. Pastel, gouache e carvão (65.8 x 50 cm)

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Odilon Redon. Retrato de Ari Redon, c. 1898. Pastel sobre papel azul pálido (44,8 x 30,8 cm).

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