Influências na Arquitetura Grega, Romana e Bizantina
Para melhor entender os elementos utilizados na arquitetura de um povo, é importante conhecer as concepções arquitetônicas dos países-fontes que projetaram suas influências sobre tantas nações.
Observando a arquitetura dos impérios grego, romano e bizantino, reconhecemos primordialmente duas fontes históricas: o Egito (nordeste da África) e a Mesopotâmia (sudeste da Ásia), nas arquiteturas que surgiram traçando rotas para o Oriente isto é, do rio Tigre até o oceano Pacífico, e para o Ocidente, através do mar Mediterrâneo.
O Egito, um presente do rio Nilo, conforme palavras do historiador grego Heródoto, é um país constituído pacificamente, com base na unidade racial (camita), no espírito religioso e, em rígidos padrões morais.
A Mesopotâmia, região limitada pelos rios Eufrates e Tigre, organizou-se guardando características agressivas em função da dualidade cultural e política, ainda que de mesma raça (semita); ao sul, na Caldéia e, ao norte, na Assíria.
Egito e Mesopotâmia estabeleceram-se como estados 4.000 anos antes de Cristo e desapareceram sob a força da Pérsia; a Mesopotâmia desapareceu em 538 e o Egito em 525 a.C.
Estes países não dispunham de madeira, mas eram ricos em argila e rochas; no Egito, bastante duras e na Assíria , menos resistentes. Com habilidade, os arquitetos egípcios erigiram ricamente túmulos e templos, e pobremente, palácios e fortificações; já os mesopotâmicos realizaram abundantes palácios e fortificações , mas também templos turriformes. Bir-nimrud é um exemplo de tais templos: é a Torre de Babel , cuja história nos conta o Gênesis, primeiro livro da Bíblia.
Egípcios e mesopotâmicos lançaram mão de técnicas diferentes para alcançar os resultados desejados. Os egípcios fizeram uso da técnica trilíptica, e os assírios recorreram à abóbada e ao arco, marcando assim a trajetória das arquiteturas que surgiram no oriente e no ocidente.